Opinião

Fantasia, alarde da mídia ou realidade

Por Carla Hachmann

Desconhecido até três meses atrás, é difícil encontrar alguém que não tenha ouvido falar sobre o novo coronavírus. Desde que a “doença misteriosa” começou a matar gente na China o assunto foi ganhando proporção na mídia do mundo todo e logo atingiu a economia. Hoje, dificilmente o cidadão fique uma hora sem ler alguma notícia a respeito.

O tremor provocado nos mercados financeiros mundiais espanta. Será que é mesmo tudo isso? A OMS (Organização Mundial da Saúde) assegura que a humanidade já lidou com coisa pior e vai sobreviver a essa crise também.

A entidade reluta em declarar pandemia pois insiste na estratégia de que é melhor conter o vírus a investir no remédio. Está certa? As próximas semanas dirão.

Na China, o epicentro do problema, o número de casos começou a recuar, indicando uma desaceleração do contágio. Se isso se confirmar, a estratégia da quarentena pode ganhar alguns pontos.

Já presente em todos os continentes e em mais de 120 países, o coronavírus suspendeu diversos eventos, aulas e até as atividades de um país inteiro, no caso a Itália, que decretou toda sua extensão como zona de risco. Por lá, o governo pediu para as pessoas não saírem de casa até mês que vem. A estratégia é fazer o vírus morrer sozinho, sem hospedeiro.

Em meio a tudo isso está a mídia. Que reporta a todo instante o que acontece em cada canto do planeta. Para alguns, é alarde desnecessário, pois o “coronavírus não é tudo isso”. Outros asseguram que apenas a informação pode ajudar a evitar que a doença se espalhe ainda mais, pois é, sim, possível prevenir o contágio.

A imprensa não criou o vírus nem os dados assustadores. A preocupação é divulgar as informações o mais atualizadas possível, para que as pessoas saibam o que está acontecendo.